Html (Hypertext Markup Language)

A internet possui diversas formas de leitura e utilização: e-mail (correio eletrônico), salas de bate papo, vídeo conferência, comunidades virtuais, blogs, wikis, troca de mensagens instantâneas, sites institucionais, promocionais etc. É o meio de comunicação com maior amplitude já colocado a disposição das pessoas, consegue relacionar serviços, produtos, soluções e necessidades em um único ambiente. A Internet pode ser definida como um enorme banco de dados para pesquisa na sala de estar de cada um que possui o acesso ao world wide web (rede de alcance mundial) ou www (web), uma biblioteca mundial com o conteúdo organizado em sites.

Desde que foi criada, por Tim Berners-Lee - com os três elementos principais: HTTP, URL e HTML – na década de 1990, a web cresceu de uma maneira vertiginosa, a tecnologia utilizada para o seu desenvolvimento se inova a cada dia e ela transformou-se em um meio de expressão de idéias, conceitos e produtos, com objetivos e metas muito bem definidos para quem está imerso no ambiente virtual. Como reflexo da velocidade de transformação, os cuidados para o desenvolvimento e aplicação de uma projeto de comunicação visual digital devem ser cada vez maior.

O HTML é uma linguagem utilizada para a construção de páginas para a internet, que no início eram limitadas a exibir informações contidas em um documento. A velocidade de evolução dos softwares de desenvolvimento, da tecnologia e dos computadores, exigiu uma maior flexibilidade na apresentação desses documentos on-line.

Nasceu a necessidade de se manipular visualmente o conteúdo das páginas on-line, o webdesign. Novas tags e atributos de estilo foram introduzidos ao HTML e com isso, a linguagem de marcação passou a exercer a função de estruturar conteúdo e também de permitir o desenvolvimento de uma programação visual digital.

Mas os documentos publicados na internet ficaram cada vez mais sofisticados e com isso fugiram ao controle e da idéia original de seus criadores, que programas (browsers) conseguissem acessar diversos tipos de documentos dos mais variados conteúdos que estivessem formatados na linguagem HTML. Em um primeiro momento não houve preocupação com o usuário, compatibilidade do projeto com os programas necessários para sua correta visualização e principalmente com a dificuldade no desenvolvimento e atualização de conteúdo com estruturas de programação extremamente complexas.

Foi criado então o CSS (Cascading Style Sheet), Folhas de Estilo em Cascata, no qual estariam definidos todos os parâmetros para o design das páginas de Internet, com padrões estabelecidos para a comunicação visual dos projetos. Existem quatro versões de HTML: 2.0, 3.2, 4.0 e 4.1. Pode-se dizer que o HTML saiu de linha, não será mais utilizado para projetar o visual, e sim para estruturar o conteúdo, com o chamado código limpo. Este tipo de desenvolvimento é chamado de XHTML.

A tarefa de criação do visual ou estilização fica a cargo do CSS que nada mais é do que um arquivo independente do arquivo XHTML no qual são declaradas propriedades e valores de estilos para os elementos do XHTML. Estas declarações contêm todas as regras de estilo para os elementos gráficos do documento XHTML.

A primeira versão de HTML foi criada em 1990 para padronizar a linguagem de desenvolvimento. Com o passar do tempo, a Microsoft e também a Netscape começaram a criar elementos específicos para visualização de alguns recursos apenas em seus browsers, o que dificultava a criação de sites (que na época eram apenas páginas de conteúdo simples - texto e imagem) compatíveis com diferentes navegadores.

Em janeiro de 2000 foi estabelecida a recomendação de utilização da XHTML 1.0, na qual, segundo oW3C, foi a primeira mudança significativa na linguagem HTML desde 1997, quando foi lançada a HTML 4.0.

O World Wide Web Consortium (http://www.w3.org), é um consórcio de empresas de tecnologia (atualmente cerca de 500 membros) fundada por Tim Berners Lee em 1994 para levar a Web para o seu potencial máximo, através do desenvolvimento de protocolos comuns e fóruns abertos que promovem sua evolução e asseguram a sua interoperabilidade. O W3C desenvolve tecnologias, denominadas padrões da web para a criação e a interpretação dos conteúdos para Web. Sites desenvolvidos segundo esses padrões, podem ser acessados e visualizados por qualquer pessoa ou tecnologia independente de hardware ou software utilizados, como celular, PDA, eletrodomésticos… independemente da plataforma, de maneira rápida e compatível com os novos padrões e tecnologias que possam surgir com a evolução da internet.

Os webstandards são padrões para a criação e a interpretação de conteúdo na web, desenvolvidos pelo W3C, em que sites podem ser acessados e visualizados por qualquer pessoa ou tecnologia, independente de hardware ou software utilizados.

As limitações do formato de desenvolvimento para a web, o HTML, levaram o W3C a iniciar uma nova etapa no desenvolvimento de códigos de marcação, ou de formatação de conteúdo. Com isso, alguns problemas existentes no HTML foram resolvidos, ou estão sofrendo atualizações do formato, orientadas por rígidas regras de desenvolvimento impostas para realizar marcações padronizadas em documentos de publicação digital.

Por essas características, provenientes da velocidade da evolução tecnológica, é necessário pensar no desenvolvimento de projetos multiplataformas, e no conteúdo sob demanda, pois a tendência da tecnologia é que, no futuro (talvez bem próximo), os usuários passem a visualizar as páginas da web em suportes diversos, portáteis e conectados, não só no computador pessoal (desktop computer), realizando integração dos meios de comunicação, de linguagens, além de unidade projetual, estética e funcional dos projetos, estabelecendo uma cultura de comunicação digital desterritorializada. De acordo com Giselle Beiguelman:

Criar para esse contexto implica, por isso, repensar as condições de legibilidade e as convenções e formatos da comunicação no âmbito de práticas culturais relacionadas a übiquidade, ousando questionar se de fato rumamos para a tão alardeada convergência das mídias, ou se, ao contrário, o que se impõe é um cenário de leitura distribuída em inúmeras mídias (celulares, painéis eletrônicos, rádios, entre outras), respondendo às demandas pontuais de um leitor em trânsito permanente. (2005, p. 160).

Os projetos desenvolvidos para a Internet apontam para o amplo uso de CSS, que ainda não são explorados em toda a sua potencialidade pela maioria dos sites (atualmente em meados de 2008), pois acarretam em algumas questões de incompatibilidade dos navegadores (browsers) mais antigos, insegurança dos desenvolvedores, fabricantes de softwares e programadores frente ao desconhecido e aceitação por parte dos usuários de internet.

Há uma tendência de que as novas tecnologias voltadas para o desenvolvimento, não só das variadas aplicações para os usuário como também de softwares e hardwares, atendam e se enquadrem dentro das recomendações e especificações dos órgãos normatizadores da internet, as standards do W3C que incluem o desenvolvimento de XHTML.

As limitações da HTML levaram o W3C a iniciar uma próxima etapa no desenvolvimento de linguagens de marcação. A XHTML é uma reformulação da languagem HTML, baseada no XML (Extensible Markup Language). Em termos de sintaxe a XHTML não é tão tolerante como a HTML, devido as rígidas regras de desenvolvimento de XML impostas neste novo formato para realizar as marcações padronizadas em um documento. Com isso alguns problemas existentes na linguagem HTML forma solucionados, como:

- código desnecessário (“código sujo”)
- compatibilidade de exibição em diferentes plataformas
- dificuldade na descrição de dados, descrição de conteúdo
- recursos, elementos incluídos por fabricantes de browsers

Como resultado dessas e outras características provenientes da velocidade da evolução tecnológica, é necessário pensar no desenvolvimento de sites multiplataformas, pois a tendência da tecnologia são os leitores imersivos, usuários que visualizam as páginas da web em suportes diversos, não só o computador pessoal (desktop computer), mas na convergência dos meios de comunicação realizando uma integração de linguagem e unidade estética e funcional dos projetos, estabelecendo a cultura digital desterritorializada.

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