Um pouco de vida virtual pública, como as conexões partem de uma referência particular – o site webcultura e o avatar webtoledo -, conseguem alcance global proporcionado pelas relações estabelecidas no ambiente digital e conectam redes sociais, iniciativas individuais, compartilhamento da informação, atividades colaborativas etc.
Ainda preciso definir melhor essa condição de avatar, indivíduo conectado, possibilidades de imersão, interação e afins, mas isso fica para um outro momento de inspiração, suor e lágrimas.
O esquema abaixo foi montado, tendo como o ponto de partida uma interface digital e com foco nas principais relacões estabelecidas a partir do Design Digital. Quais as abrangências da construção do conhecimento sem os limites das paredes de uma sala, de um espaço físico delimitado, ou de um suporte de comunicação já aceito e compreendido pela sociedade?
Como uma mensagem deixa de procurar um receptor e passa a ser procurada, pensada como interafce para o transporte de informações? A tecnologia – as novas mídias – e os recursos alidos a metodologia de projeto contribuem para a contrução de estruturas de comunicação que traduzem a mediação da informação para diferentes significados diante de novas possibilidades de produção.
Temos novas formas de pensar as superfícies efêmeras de acesso, que se montam diante do seu leitor e se desfazem, apenas em dados, ao serem desconectadas. A informação é líquida, se transforma diante de seu recipiente e está constantemente em fluxo. O esquema ilustrado já está desatualizado desde o momento em que foi “salvo”, frente a veracidade de informações que apresenta, como número de visualizações, contatos, contagem de acessos, quantidade de informações disponíveis, resultados de busca etc.
Os dados se modificam de acordo como o momento em que foram coletados. Temos então o primeiro dilema: como gerar credibilidade para este ambiente? Não podemos assumir um resultado a partir de um único esquema datado. Temos que compreender que a vida virtual é orgânica, rizomática fluida e deve ser pensada dessa forma e não como algo definitivo e único, como Cartier Bresson definiu o instante decisivo da imagem fotográfica:
“Para mim a fotografia é o reconhecimento simultâneo, numa fracção de segundo, do significado de um acontecimento, assim como da organização precisa das formas que dão a esse acontecimento a sua máxima expressão.”
Um momento, ou instante virtual é formado por um encadeamento de diversas ocorrências que não podem ser lidas isoladamente, é o reconhecimento simultâneo, numa fração de segundo, do significado de um acontecimento, escolha do leitor, percursso da narrativa, fluxograma, hierarquia e alcance das informações, assim como da organização precisa das formas e dos procedimentos que dão a esse acontecimento a sua máxima expressão.
Segue então a questão: quais são os parâmetros para conseguir extrair do ambiente virtual o seu instante decisivo carregado de credibilidade? Como definir, ou estruturar um momento digital para a leitura e compreensão de um projeto virtual? Não sei se tenho essas repostas, mas sei que a solução está no planejamento de projeto, na problematização que direciona as hipóteses de desenvolvimento e execução de um trabalho consistente, coerente e convergente com os principais conceitos da metodologia de projeto aplicada ao Design.
Download do arquivo em pdf: infoweb (aprox. 350Kb) (dezembro, 2009).


















